Incontáveis estranhezas
Que os olhos remontam me filiar
Num costume de mim
Bastante rebentação ainda que amarei
Enquanto legitimo desconhecer o todo
Preciso que sentir perfaz quando apenas falto
Porque eu desamparo
Adianto-me viver por muito longe
Sei o que não nos esqueci de entender só
Carrego imprevistos sem modos:
Eu cego, bem o mundo, caminhos apagados, cada ser descumprido, os amores desviados…
Se meros somos também
Entulhos atontam do que fitar
Comigo a vida é reolhar noutros lugares
Até pouco pedaço que me detenha união
Se repetirei adotado descaber meu ser nalguém

Leonardo Valesi Valente

Demoro os costumes
Alongo querer no alcance de sim
Sei muito melhor de me pungir
Posso o mesmo que acometo nos sonhos
Porque comigo desde tão eterno só
É que reinvento não ter ido
Pouco do que me adiantei provar a vida
Encorajando minuciosos destinos
Que me igualam muito ao vazio
Tudo que preciso é descumprido arredor
Para exercer provocado a cair mais
É que avivo meu entusiasmo tanto perder

Leonardo Valesi Valente

Não termino de repetir
Resisto o destino que perder o tino
Sou amontoado dos sonhos inauditos
Sei mesmo efusivo desde o olhar
Coisa que bem gente desprovida
Sempre nasci parco
Confundi entre desejo e tralha
Porque para mim vitória é rocha amofinada
Coisa pétrea mesmo de reter em casa
De alojar o sentido para abrigo do peito
Afirmando querer e voar
Esse coração sem fôlego
Um mundo todo.
Nada disso me impede os milênios
Ocorro que a vida até entardece de enfastio
É comigo o tempo vazio de durar só

Leonardo Valesi Valente

O tempo só adianta
Os olhos recomeçam doer
A voz escapa desdita
Sou restante do desejo.
A vida mais invoca
A pele não causa acudir
O silêncio desmonta alegria
Fui tanto amor que dejeto.
A noite aflige só
O pensamento antecipa
A vontade é qualquer de pedir
Serei sempre que me apelar fim

Leonardo Valesi Valente

Escrever não contém porquê,
só se demora
até atualizar
quem me registro invento
das palavras
que inconter.

Leonardo Valesi Valente

Os passos recolhem sonho
Abundantemente confundido de pó
Tempo resgatado a me romper
É próprio do seguir só
Carregando o longe para crenças
Que desconfio tanto sou estes olhos
No alcance que retiveram
Quase liberdade de pertencer
De novo desaprendi quitar o desejo
Amanhã ainda reparo cada caminho
Salvando quando chegar de mim
Carregando a redenção porque não parti
Jamais protegeram de me pertencer
Senão derrubado no chão
Que restei sonhar
Mesmos caminhos perto de recolher

Leonardo Valesi Valente

O amor reaparece tudo
E perece dos descuidos.
Qualquer que não o pertence
Desaparece para os sentimentos
Neste mundo cai só e corrói.
Mas taxo os próprios olhos
Que recorrer amar ao redor
Até conter a vida
Valendo muito.
Se diminuído atinge-se de abandono:
Amar o que não retém
Perde o vivido
No desejo de laço,
Enquanto o tempo sai vão e destrói.
Quem amei todo
Valia-me até o fim junto
Durante que perdi de ti o futuro.
Nenhum mesmo amor pude mais,
Senão nos calar menos seu
E ir desamado de mim
Tudo não esquecer

Leonardo Valesi Valente

Falta receber
Para os ventos que nem sentaram
Depois de viajar
E restariam meus olhos
De tão longe.
O amor é artífice
Tudo sentir
Como quem pudéssemos
Até espalhar dos ventos
Mais amparo.
Porém é neste escasso de dia
Entrando ruínas
Que ressinto:
Nada termina de amar.
Tanto haver vento,
Ainda longe das janelas,
Onde seu coração visitaria voar junto
Fomos de morar pouco
Um pro outro

Leonardo Valesi Valente

Enquanto pude
era gotejo
que meus olhos atingiam viajar.
Depois o mundo
que recolhi
despertencido.
Não basta o horizonte quisto,
só o que esquecerei
sem voltar.
Depois que chover
vem até desencontros
que viver é restante
ao tempo.

Leonardo Valesi Valente

Se me deparo

É um monumento impredizível

Que perpasso dos olhos para colheitas

Sei o tanto destes campos

Semeados de repetindo-nos

Ao incontível esquecimento

Que se me despedem

É menos paisagem que restar

Que não te impedirei longe

Após palha que mal ressenti

Desde que estive só teu plantio

Leonardo Valesi Valente

Poeta na direção de inaugurar sentido; se me perco, eis que qualquer palavra bem-colhida traz arremesso.

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