Esquecido é bem alguém

que se revolva só.

Sozinho é do alcance das estrelas,

viajando sua luz atingida muito antes,

beirando os olhos

por quem virão

algum toque,

a promessa de sonhos,

o desconsolo do luar

ou as noites sem chover.

O céu que se apaga do azul

também esquece o empenho das nuvens.

Nuvens querem pessoas por imitação

como alegoria de entulhos brancos

dançando com o vento

para um salão infinito

do que olhar.

Qualquer viajante quando demora

tem o testemunho deste firmamento

até adentrar o final da linha.

Em casa

ainda que apenas um

morar pode doer menos os olhos.

Antes que o fim alcance a mais alta arrebentação solar.

Esquecer não sabe a cura

de quem viu a vida esvaindo

em cada um

nenhum par.

Leonardo Valesi Valente

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