Não se cansou de carregar areias sem mar dentro da razão
Mudou as pedras de lugar
porque sobrava falta de chão
Viagem é um pecúlio
Tal impostor descuido de qualquer ilusão Pagava à prestação
quando ainda esperava apuro
Mas continou de lá
Daquele olhar espremido
diante os cantos bem esquecidos,
pois que fosse ninguém ele sozinho
As pessoas que se perderam
também se acumulavam de embarcações
Porém para onde devir
Ou do que a sensação de vida
sem regresso
neste igual dia?
Às vezes a casa se mudava
na mesma inexatidão dos prédios
de onde não se arremessou,
nem emergiu
Até as árvores desarmadas de pássaros se apenas chovia
desde o eterno quando nasceu
e nunca voo
Ele fui eu
Nenhuma asa ou grão…
Porém quem mais viveu
Aqui escrito a história mergulhava tão fundo uma alma rasa
e mera faísca queimada
Talvez a loucura se acumulará antes meu findar escrito incorrigível
Uma lápide estampada por detrás dos óculos,
defronte o coração
Embora as palavras pra salvação e nostalgia

Leonardo Valesi Valente

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