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Não se cansou de carregar areias sem mar dentro da razão
Mudou as pedras de lugar
porque sobrava falta de chão
Viagem é um pecúlio
Tal impostor descuido de qualquer ilusão Pagava à prestação
quando ainda esperava apuro
Mas continou de lá
Daquele olhar espremido
diante os cantos bem esquecidos,
pois que fosse ninguém ele sozinho
As pessoas que se perderam
também se acumulavam de embarcações
Porém para onde devir
Ou do que a sensação de vida
sem regresso
neste igual dia?
Às vezes a casa se mudava
na mesma inexatidão dos prédios
de onde não se arremessou,
nem emergiu
Até as árvores desarmadas de pássaros se apenas chovia
desde o eterno quando nasceu
e nunca voo
Ele fui eu
Nenhuma asa ou grão…
Porém quem mais viveu
Aqui escrito a história mergulhava tão fundo uma alma rasa
e mera faísca queimada
Talvez a loucura se acumulará antes meu findar escrito incorrigível
Uma lápide estampada por detrás dos óculos,
defronte o coração
Embora as palavras pra salvação e nostalgia

Leonardo Valesi Valente

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Escuto as linhas que não escreverá meu coração
Sei os recomeços que preciso apanhar outra manhã
Se abrirei a janela
Nem me restou rumar
Deito os olhos acima da chuva
Ainda recolherei os braços para mais alguém?
Porém me perdi mais só que o sol desesperado no azul
E sei este fim que nos conheço porque é o vazio.
Apenas desvirei tudo de mim para nenhum
O mundo é menor de coração esquecido

Leonardo Valesi Valente

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Ponta da alma voa
Dobra em casca
Que a graça ata
Ali passa só
Descalça a sola
Uma pena calma
Beira da lágrima
A cor de casa
É antiga e dói
Depois vai embora
Nem sabe durar
O tempo desaba
A lástima de quem ama
Tanta poesia
É de nada sem asa
Toda vida tem a coragem
De alguma cor poente
Para sempre em falta
De repente chorar

Leonardo Valesi Valente

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Ele coberto de nuvem
Era desigual prêmio
Que pelas mãos escorreram
Tudo pertinho
De acontecer
E apenas um sonho
Que demorei escrevendo
Até perdido do que azulejava ir junto

Leonardo Valesi Valente

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Esquecido é bem alguém

que se revolva só.

Sozinho é do alcance das estrelas,

viajando sua luz atingida muito antes,

beirando os olhos

por quem virão

algum toque,

a promessa de sonhos,

o desconsolo do luar

ou as noites sem chover.

O céu que se apaga do azul

também esquece o empenho das nuvens.

Nuvens querem pessoas por imitação

como alegoria de entulhos brancos

dançando com o vento

para um salão infinito

do que olhar.

Qualquer viajante quando demora

tem o testemunho deste firmamento

até adentrar o final da linha.

Em casa

ainda que apenas um

morar pode doer menos os olhos.

Antes que o fim alcance a mais alta arrebentação solar.

Esquecer não sabe a cura

de quem viu a vida esvaindo

em cada um

nenhum par.

Leonardo Valesi Valente

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//

De repente,

pura ousadia, tocar o céu

pode acometer-me

de infinito.

Leonardo Valesi Valente

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O amor é este enguiço

mais difícil de se poder

que uma gota sobressalta do mar,

uma graminha dançando a mais para o vento,

alguma ponta de quem

a gente vê

de muito longe.

O amor se esconde nas beiradas,

nas camas estendidas cedinho e

na poeira de quem viaja.

Até no calendário que se decora sem passar

há o defronte que amar.

O amor é um mesmo

que o tempero volte saudade,

uma boa história reinventa para risada,

ou as janelas de quem não fechou

de bem-querer.

O amor é de repente

o que não se tem

mais de caber,

que desperta o infinito por dentro

porque é da natureza

com o outro alguém.

Muito mais gente é de todo o amor.

O amor pode o tempo que ficar

e ser menor instante do mundo:

um olhinho fechado,

qualquer pedaço de dedo que se esbarrava,

até o enfeite no cabelo de quem durou o retrato

e as palavras por quem voltarei.

Até o fim

de me viver

seu quem

na poesia e só.

Leonardo Valesi Valente

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Seus olhos competem a razão que as gotas lutam pelo mar

Suas mãos persistem o suspiro que um abraço pode a cura a despossuir

O sorriso endireita qualquer descuido de quem olhará de novo para trás.

E permaneço aqui:

Embaraçando as palavras para te encobrir numa devoção

o numerário de meu reverso

Te esconder no cume desta grandeza

que não revelo todo o segredo

se te descobri

Porque te quero

o sentido dos versos exauridos de quem amou

Retiro as palavras para molduras –

poesia é nenhuma culpa de beldade.

E além do que desenhei escrita

para te poder dentro de mim

A beleza que seja o tamanho do mundo quando te vi

Leonardo Valesi Valente

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Escrevo para salvar

o que não tem

nome.

Sinto dizer

o que termina

qualquer palavra.

Só o verso ressalva

de que viver

para sempre.

Leonardo Valesi Valente

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Acontece nos versos

que entorno de procurar-te

um amor incontinente

eu a ti.

Leonardo Valesi Valente

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Poeta na direção de inaugurar sentido; se me perco, eis que qualquer palavra bem-colhida traz arremesso.

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